
Tem-se como a data provável da descoberta do vidro, algo em torno de 4000 a.C.. Os mais antigos objetos fabricados em vidro que se conhecem foram encontrados em túmulos egípcios, com 4000 anos de idade. Em estado natural, o vidro existe na natureza desde os tempos pré-históricos, muitos milênios antes de ser elaborado pelo primeiro artesão. Essas rochas vítreas se formaram a partir de magmas, rochas vulcâncias que tiveram um resfriamento tal que não chegaram a cristalizar. A rocha vítrea mais empregada pelo homem pré-histórico foi a obsidiana, rocha encontrada em antigas regiões vulcânicas dos atuais México, Canárias, Hungria, Islândias, etc. Esse tipo de vidro era empregado desde o período neolítico, aproximadamente 8000 a.C., para a fabricação de diferentes utensílios domésticos e, principalmente, armas rudimentares de defesa, além de serem utilizados como amuleto e elemento decorativo. Alguns autores supõem que o vidro foi descoberto pelos primeiros fundidores de metais ou até pela vitrificação acidental de uma peça de barro cozido. Como toda boa história pressupõe uma lenda, com o vidro não poderia ser diferente. O historiador Caio Plínio II (27-79 d.C), em sua obra "Historia Natural", atribuiu o descobrimento do vidro a mercadores fenícios que desembarcaram nas costasda Síria e, necessitando de fogo, improvisaram fogões, usando blocos de salitre (trona) sobre a areia. Passado algum tempo, notram que do fogo escorria uma substância líquida e brilhante, que se solidificava imediatamente: o vidro. Os inteligentes Fenícios teriam, então, dedicado-se à reprodução daquele fenômeno, chegando à obtenção de materiais utilizáveis.
O surgimento do vidro é incerto, mas registros do historiador romano Plinio atribuem esta descoberta" navegadores fenícios, ao acenderem fogueiras nas areias do rio Belo. O que se sabe com certeza é que sírios, fenícios e babilônios já utilizavam vidro desde 7.000 a.C., mas foi no Egito antigo, por volta do ano
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1.500 a.C., que o vidro começou a crescer, utilizado como adorno pessoal, jóia e embalagem para cosméticos. Algumas dessas peças foram encontradas, em perfeito estado de conservação, no sarcófago de Tutancamon. Por ser naquela época a civilização dominante, os egípcios acabaram difundindo o vidro e a sua técnica de fabricação para outros povos. A revolução na produção aconteceu em 100 a.C., quando os fenícios inventaram o tubo de sopro, permitindo a fabricação da maioria dos objetos.Na mesma época, os romanos massificaram o uso do vidro, com a produção de objetos de uso cotidiano e a sua utilização em janelas.Com o declínio do Império Romano, o vidro passou por uma fase de pouco desenvolvimento, mas voltou à evidência no começo da Idade Média, quando as igrejas católicas começaram a usar vitrais coloridos. Em seguida, Veneza assumiu o papel de centro vidreiro do mundo ocidental. A importância econômica dessa indústria levou à proibição de artesãos estrangeiros na cidade, culminando com a transferência, em 1291, de toda a indústria vidreira para Murano, com o propósito de preservar as fórmulas secretas, transmitidas de pai para filho. A era de modernidade do vidro começou no século XVII, com a contribuição de vários países no aperfeiçoamento tecnológico, como a utilização em instrumentos ópticos, a descoberta do vidro "float", técnica de produção de vidros em chapas com absoluta perfeição.
Em 1650 houve o aperfeiçoamento da rolha, aumentando o uso do vidro como recipiente para acondicionar bebidas.
Com a Revolução Industrial, o vidroassumiu um papel definitivo na história da humanidade. Basta olhar à volta e será possível ver o vidro presente em janelas, pára-brisas de automóveis, telas de computadores e televisões, copos, entre incontáveis outras aplicações.
O modo de vida do homem moderno seria praticamente impossível sem o vidro.
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